Vídeo e crónica da II Festa da República Galega

(Artigo publicado en Galizalivre, 03/07/2013)

Longe da maré futebolística, neste domingo a proclamaçom da República Galega de 1931 voltou ser evocada numha ilha de independência chamada a Pontraga, rodeada. Três dias antes, a mocidade de Ourense, que também celebrava a data, que se vai consolidando no calendário da Galiza que se move.

A jornada, organizada por associaçons da Laracha, Cerzeda e Ordes começou ao meio-dia, à beira do rio Lengüelhe “-filho das brêtemas”, cantava-lhe Pondal-, romaria popular, jantar compartido, e música popular de mao do Quinteto Litoral. A vizinhança ouvia os estalidos das bombas de palenque, e perguntava-se que nova festa se celebrava neste Sam Pedro, homenageado já nas paróquias próximas de Montaos, Ardemil, Aiaço, Soandres… E ali, na entrada da velha estaçom da Pontraga (Ordes), a faixa de bem-vinda à República Galega, indicava que o lugar mudara: as caras de Rosalia e Reboiras nas portas dos sanitários, bandeiras do Reino mais antigo de Europa, e muita festa. Festa que nom parou apesar das constantes visitas de polícia local e guarda civil desde primeira hora da manhá, e o controlo que colocárom justo na entrada do recinto, identificando a toda pessoa que se achegasse ao mesmo.

E também houvo desporto, mas nom futebol, senom a nossa bilharda, onde David Fontán se alçou com o triunfo do II Aberto da República Galega. Entre tanto, os Quinquilláns, como umha companhia medieval de teatro, alegrava as crianças num marco de bilitroques, fieitos e árvores da ribeira. A continuaçom, o coletivo poético “A Porta Verde do Sétimo Andar”, e outros poetas que se somárom, lançárom versos, como o “Good bye Spain” de David Otero, quem também se lembrou dos presos galegos.

O discurso, recuperou as palavras do Fuco Gomes em 1931: “Ergamol-a testa algunha vez, ollemos ao ourizonte, revistámo-nos de vaor cívico e aicedamos âs súpricas da nosa Galiza, da Galiza qui percisa da ajuda de tudol-os seus fillos nista hora suprema, pra ceibar-se da oprobiosa escravitude á qui a tên sometida o despótico Centralismo hespañol. Sumémo-nos â Revoldaina Arredista Galega aitual, ben enviando recursos pra sostêl-a, ja embarcándo-nos pra, unha vez na nosa Patria, empuñal-as armas e loitar valentemente até morrer ou venzer na contenda.”

Mini e Mero oferecêrom um emotivo recital, entrelaçado com os contos do afiador Pepe Penabade. Contra a noitinha, Gendebeat acelerou o ritmo com um espetacular concerto de ragga e beatbox, para rematar a jornada passada a meia-noite com umha foliada espontânea, na que nom faltou a música tradicional, coplas pandereteiras contra Fraga e Feijóo e o nascimento do que quiçá seja um novo género musical, da fussom do beatbox com o folk.

NOTA: Vídeo de Xosé Antón Bocixa, da II Festa da República Galega, celebrada no passado domingo 1 de julho na Pontraga (Ordes), e organizado pola Revoltaina Cultural da Beira de Bergantinhos, Lucerna de Cerzeda e Foucelhas de Ordes.

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